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Diretor global do HSBC explica por que investe US$ 200 milhões em startups

Diretor global do HSBC explica por que investe US$ 200 milhões em startups

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Diretor global do HSBC explica por que investe US$ 200 milhões em startups

Leia entrevista com Josh Bottomley, diretor global de Digital do HSBC, sobre a interação do banco com as fintechs

 

A indústria de fintechs cresce e, com isso, surgem novas tecnologias, plataformas e serviços que podem melhorar nossa experiência em operações financeiras. Mas como essas startups interagem com os bancos? Como os bancos consideram a inovação das fintechs e trabalham com esses novos players?

Nesta entrevista da Let’s Talk Payments com Josh Bottomley, diretor global de digital para VarejoBancário e Gestão de Patrimônio no HSBC, tivemos a perspectiva de um grande banco sobre essa dinâmica.

Qual é o seu papel e responsabilidade no HSBC?

Josh Bottomley: Eu sou chefe global de serviços de Digital para Varejo Bancário e Gestão de Patrimônio no HSBC. Em suma, sou responsável pela experiência digital de 40 milhões de clientes de bancos de varejo em 38 países de todo o mundo. Liderar equipes para reimaginar as relações com os clientes em um mundo cada vez mais digital e acelerar a entrega de nossa estratégia através de aquisições e parcerias são os pontos mais importantes para o meu trabalho.

Temos conversado com muitos bancos na Europa, Estados Unidos e Ásia-Pacífico, e geralmente existem três caminhos diferentes que você pode seguir para a inovação:

  • Você pode criar seu próprio programa de aceleração, que pode ser de marca própria ou co-branded com um líder no segmento, por exemplo, o Plug and Play.
  • Você pode lançar um fundo de corporate venture.
  • Você pode executar um programa de inovação e adotar soluções de startups.

Qual você acha que é uma boa maneira de trabalhar com startups?

JB: Na verdade, não há uma única resposta correta. No HSBC, fazemos os três.

Temos vários laboratórios internos dedicados à inovação tecnológica em áreas como big data e inteligência artificial e estamos explorando parcerias em áreas como empréstimos inteligentes, patrimônio e seguros. Nós temos um financiamento de risco e alocamos US$ 200 milhões para investir em fintechs e startups e, em alguns casos, a aquisição pode ser uma boa maneira de fornecer serviços digitais em um país onde ainda não operamos em larga escala.

Como você se certifica de que as idéias de inovação se traduzem em execução?

JB: Essa é uma ótima pergunta; Transformar idéias em ação pode ser muito desafiador. Estamos nos concentrando na implementação de novas políticas e práticas que ajudam as pessoas e a organização em geral a tomar decisões diferentes. Se você não fizer isso, é muito difícil inovar.

Para inovação interna, se você deseja inovar, você deve garantir que as pessoas da empresa também recebam bem a inovação, caso contrário, você não poderá executá-la. O que você está fazendo nesse sentido?

JB: Estamos fazendo algumas coisas. Por exemplo, dentro da equipe digital, peço às equipes que desafiem os pensamentos e ideias uns dos outros e avaliem se sua proposta é realmente inovadora. Se o novo produto ou recurso é simplesmente um serviço existente disponibilizado no celular, não é realmente inovação.

Outra coisa que estamos fazendo é mudar a mentalidade de nossos líderes. Temos o programa de imersão de um líder digital acontecendo atualmente. Ao encontrar empresas verdadeiramente inovadoras e entender como essas organizações funcionam, o reconhecimento da verdadeira inovação no HSBC torna-se possível.

Sobre a diretriz de serviços de pagamento (Payment Services Directive ou PSD2, nova regulação adotada na União Europeia): você vê isso como uma oportunidade ou como uma ameaça?

JB: A PSD2 é uma oportunidade real. Se tornarmos mais fácil obter mais dados de outros bancos ou de outras instituições financeiras, podemos aconselhar melhor os nossos clientes. Isso significa que podemos ajudar os clientes a tomar melhores decisões financeiras. O que é bom para nós e para nossos clientes.

A área que precisa de mais trabalho é como gerenciamos a segurança da informação do cliente. Devemos garantir que seja claro quem é responsável pela privacidade dos dados e não queremos erros em termos de perda de dados. A base do nosso relacionamento com o cliente é a confiança e nunca a comprometeríamos.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.