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Como grandes empresas podem evitar a falência inovando com as startups

Porque grandes corporações irão falir caso não se relacionem com o ecossistema de startups?

Notícias do Vitrine

Como grandes empresas podem evitar a falência inovando com as startups

O artigo explica, através de dados, porque grandes corporações irão falir caso não se relacionem com o ecossistema de startups e mostra os melhores caminhos para esta relação.

Este artigo aborda o tema que é uma das maiores preocupações de grandes corporações nesta nova economia,  como acelerar o processo de inovação em empresas gigantes? Em outras palavras, como fazer essas empresas sobreviverem ao turbilhão de novas tecnologias que surgem a todo instante e não serem disruptidas por startups, minúsculas empresas com ideias revolucionárias e que recebem milhões de dólares aqui no vale para executar novos conceitos que estão apenas no papel (seed investments).

Atualmente, uma startup consegue competir com qualquer gigante de seu setor e isso se deve ao aporte financeiro que existe aqui no Vale do Silício, 25% do capital em investimento de risco do mundo inteiro está aqui, este investimento é feito pelas Venture Capitals (empresas que investem em Startups, VC). Basicamente o objetivo da VC é fazer investimentos em Startups com potencial para destruir modelos de negócios atuais e criar novos modelos mais produtivos.

Após o business ser validado pelo mercado e ter ganhado escala, os VCs vendem suas ações, que agora valem centenas de vezes mais do que a quantia inicial que eles aplicaram na startup, realizam o lucro e partem para outros investimentos.

Os VCs, portanto, fomentam a inovação em níveis que grandes empresas nunca vão conseguir acompanhar. Quando comparamos o universo de novas ideias que existem no Vale com qualquer laboratório de R&D de empresas renomadas, a produção do Vale é inúmeras vezes maior. Para piorar mais ainda a situação das grandes empresas, essas ideias recebem muito aporte financeiro para que saiam do papel e sejam executadas, ao contrário do que acontece internamente nas corporações, onde o processo é burocrático, lento e complexo para gerar investimentos.

Esta diferença de ecossistemas fez com que grandes empresas quebrassem e essas vão continuar quebrando se não fizerem algum tipo de movimento para se conectar à nova economia. Para que esta informação faça mais sentido, vamos observar a relação entre os dois gráficos abaixo:

Quando comparamos os dois gráficos podemos perceber que eles são inversamente proporcionais, ou seja, quanto maior o surgimento de novas tecnologias, menor o tempo de vida das grandes empresas, que morrem por não saberem se conectar com toda a inovação que está acontecendo na nova economia. 

O primeiro gráfico representa o lifespan (tempo de vida das empresas) das 500 maiores empresas dos EUA de 1958 até a projeção para 2028. A tendência que o gráfico extraído da base de dados da Standard & Poor’s mostra é de que cada vez mais o tempo de sobrevivência de grandes empresas no mercado está diminuindo, passando de 60 anos para apenas 15 anos.

O segundo gráfico é da StartSe. Este é utilizado na Corporate Class com o objetivo de mostrar o crescimento exponencial da curva de adoção de novas tecnologias, o círculo roxo é para mostrar que a grande maioria destas inovações aconteceu aqui no Vale do Silício.

O desconforto por parte das grandes empresas com a realidade apresentada é gigante! Muitas delas se recusam a entender os fatos apresentados e fatalmente vão quebrar, outras não sabem como se conectar a todo este mundo de inovação que acontece aqui no Vale do Silício e estão agoniadas sem saber o que fazer.

Porém existem algumas formas de mudar este triste cenário do lifespan das empresas apresentados no primeiro gráfico e fazer todo o ecossistema, tanto  de grandes empresas quanto startups, terem uma vida próspera. Uma das formas está no gráfico abaixo, de minha autoria, que montei coletando o histórico de dados da ThomsonONE, Harvard Business Review e McKinsey.

Este gráfico ilustra o processo de reconhecimento, por parte de grandes corporações, de que a nova economia é uma realidade. Isto é demonstrado através da porcentagem (%)  em relação ao total investido em startups vindo de grandes empresas (CVC) quando comparado às VCs (IVC) . Pode-se dizer que em 2015 “ a ficha caiu” para as grandes empresas, quando a atividade dos CVC’s passaram de 12% em 2013 para 33% em 2015.

As corporações perceberam que investir em startups é uma ótima maneira de diversificar o portfólio, entender novas tecnologias e se conectar com um mundo de inovação muito mais flexível do que o qual estão acostumadas. Além disso, após  grandes corporações se conectarem às startups com sucesso e produzirem lucros extraordinários, muita atenção foi direcionada para este tipo de investimento. O número de 2017 é um forte sinal desta forma de conexão com a inovação. De janeiro de  2017 até o momento, 35% de todos os investimentos feitos em startups foram realizados por grandes empresas.

Esta modalidade de conexão com o vale se chama Corporate Venture Capital e é o tema que abordarei em detalhes no Corporate Class. Uma CVC (Corporate Venture Capital) não visa somente o lucro dos investimentos, na CVC, além do lucro, os investimentos requerem sinergia com a estratégia de longo prazo da empresa.

Existem também empresas que não querem investir diretamente em Startups. Essas empresas desejam entender o ecossistema e fazer parcerias relevantes para garantir sua sobrevivência e futuro no mercado em que atua, como é o caso da EMBRAER que veio para o Vale do Silício e fez uma parceria com o Uber para a construção do táxi aéreo elétrico autônomo, garantindo assim o futuro de seu business, que é o transporte e não a fabricação de aviões como muitos imaginam .

Contudo, muitas empresas ainda não têm maturidade para vir ao Vale sozinhas e não entendem como fazer isso da melhor forma, afinal, são muitas incertezas neste processo. A empresa não sabe se vai atuar no modelo de CVC ou se quer fazer parcerias, não entende o impacto que as novas tecnologias têm em seu mercado, não sabe como conectar os projetos da empresa com estas tecnologias disruptivas, não entende como navegar no Vale do Silício, dentre outros motivos. São muitos riscos associados em vir ao Vale, por conta disso muitas empresas gostariam de ter a chance de experimentar o Vale antes de decidir seu formato de atuação, seja como escritório, CVC ou ainda se o relacionamento a distância funciona para elas. Cada empresa tem que encontrar a melhor forma de se conectar.

É neste tipo de situação que o produto SPOT, se encaixa. O produto ajuda as empresas que querem se conectar com o Vale do Silício a encontrarem o melhor formato para sua transformação digital. No SPOT é feita uma análise dos objetivos estratégicos da empresa para os próximos 10 anos, bem como as tecnologias que irão impactar os negócios da corporação. O objetivo final do produto é conectar estas corporações com startups relevantes para que desta forma elas consigam não somente sobreviver a nova economia, mas também aumentar o cash flow da empresa e por consequência a valuation da mesma. Por fim, o produto auxilia a empresa a decidir a melhor forma de se relacionarem com o vale. É exatamente o que a Tigre, líder em tubos e conexões no Brasil, está fazendo com a nossa ajuda.

Portanto, hoje as empresas não precisam mais temer as startups, basta estarem abertas para se relacionarem com elas, num primeiro momento através do SPOT elas tem a oportunidade de entender tudo o que está acontecendo aqui no Vale do Silício e depois podem decidir se irão atuar como Corporate Venture Capital, ter um escritório no Vale do Silício ou então manter um relacionamento à distância com a região.

O importante é se conectar de alguma forma com a nova economia para não acabar preenchendo o formulário de falência nos próximos 5 anos.