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Retrospectiva Inovatech 2017

Saiba quais foram os temas abordados, os desafios e os públicos que participaram das duas edições do evento que ocorreram no ano passado.

Notícias do Vitrine

               O Inovatech é um evento que ocorre todos os semestres, em diversos institutos da Universidade de Brasília, com o objetivo de aproximar os alunos e professores das oportunidades de empreendedorismo, pesquisa e inovação que a academia oferece e que estão mais evidentes no ecossistema de inovação local, regional e nacional. São dois ou três dias de programação, com palestras sobre inovação, administração de negócios, criação, design thinking, metas de desenvolvimento globais da ONU e órgãos públicos em geral, workshops, mesas de debate, mini cursos e tutoriais para produção de modelos de negócio - chamado de Canvas - e apresentações para investidores, conhecidas como Pitch. Há também um desafio por edição, que normalmente é um problema aberto, uma questão social com alto impacto, ou trazido pelas empresas parceiras, para o qual as equipes participantes devem propor soluções. Os projetos são avaliados por um júri de professores e representantes dessas empresas, e os vencedores recebem prêmios em dinheiro ou cursos de capacitação.

                Ano passado, foram duas edições, realizadas em nove faculdades, com a participação de quase 2300 pessoas, dentre alunos, professores e servidores. Por ser um evento aberto, estiveram presentes também, representantes de outras instituições, como IESB, UniCeub, Católica, UniEuro, Uni, UDF e Upis, assim como membros da comunidade local. A grande maioria dos presentes está na faixa etária de 17 a 25 anos, interessados em conhecer mais sobre empreendedorismo, se aproximar dos projetos universitários, entrar em contato com startups e, de quebra, ganhar um certificado de horas para trocar por créditos de conclusão de curso já que o inovatech é formalizado como evento de extensão da UnB. Os cursos são do interesse de alunos de todos os semestres, mas há uma participação maior de calouros, pois o evento é uma ótima forma de introduzir as diferentes formas que os estudantes podem interagir com a universidade.

                 A segunda edição do Inovatech, realizada no primeiro semestre de 2017, realizou cinco encontros, em todos os campi da UnB, e foi mais direcionado para as áreas de exatas e saúde. O desafio da vez premiou em dinheiro as três melhores soluções para problemas voltados para a inovação em produtos, segurança no trabalho na indústria, tempo de prateleira de produtos alimentícios e big data. A primeira maratona de palestras e mesas redondas ocorreu em Ceilândia, no final de abril, com temas voltados para farmacotécnica, segurança em hospitais, terapia ocupacional, Hacking Health e pesquisa acadêmica no Brasil. Dos 290 inscritos, 76,7% eram mulheres de até 20 anos, recém ingressas em cursos de farmácia, fisioterapia, enfermagem, terapia ocupacional e saúde coletiva. Em Planaltina, no início de maio, os temas abordados foram fundamentos da cerveja, empreendedorismo e permacultura. Foram 180 inscritos, em sua maioria calouros até terceiro semestre e veteranos do sétimo, majoritariamente mulheres, de mais de 10 cursos diferentes, mas principalmente gestão do agronegócio, gestão ambiental e ciências naturais.

                Uma semana depois, a Faculdade de Tecnologia do Campus Darcy Ribeiro foi anfitriã de palestras sobre economia colaborativa, empreendedorismo, publicidade no Facebook e impressão 3D. Foi o evento com o maior número de inscrições do ano, 550, sendo que quase 70% dos participantes eram estudantes de engenharia de quarto a oitavo semestre. Os cursos de ciências contábeis, ciência política, biotecnologia, design, serviço social, física, arquitetura e administração também foram bastante representados. O Campus do Gama ofereceu, no final do mês de maio, para 160 alunos das mais variadas engenharias, palestras sobre Maspixel, um espaço de debate sobre o gap entre o mercado e a academia e mini cursos de Mínimo Produto Viável. Em junho, foi a vez do Instituto de Exatas, que recebeu palestras sobre dados abertos e relações governamentais no Brasil, como abrir sua própria empresa, como construir produtos que as pessoas amam e programação competitiva. O público presente era de calouros recém ingressos e veteranos de quarto e quinto semestre, que cursavam computação, psicologia, matemática, estatística ou alguma engenharia.

                O primeiro instituto a receber a agenda de palestras e cursos da terceira edição do Inovatech, realizada no segundo semestre de 2017, foi a Faculdade de agronomia e medicina veterinária (FAV), na última semana de setembro. Foram abordados assuntos como propriedade intelectual, biotecnologias de reprodução e melhoramento genético animal, experiências e resultados de startups, uso de células tronco para terapia celular, fisioterapia animal, plantas carnívoras, zoológico como ferramenta de conservação, alimentação rural para cães modernos e marketing digital para clinicas veterinárias. Estavam presentes 400 alunos de mais de 20 cursos, em sua maioria mulheres, calouros recém ingressos e veteranos de quarto e quinto semestres. O tema do Desafio Inovatech terceira edição foi "problemas de mais de um milhão de pessoas", e dessa vez, teve um vencedor por unidade, que recebeu cursos das 8 empresas patrocinadoras da edição.

                A programação voltada para a Faculdade  de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Computação (FACE), realizada no final de outubro, trouxe palestras sobre marcas e patentes (um passo a passo para proteger ideias), a influência das novas tecnologias na educação brasileira e no mercado de trabalho, formas de aumentar o engajamento de clientes e colaboradores e consolidação fiscal. Estavam presentes alunos de todos os semestres, de mais de 20 cursos, mas a grande maioria de interessados vinham de administração, ciências contábeis ou alguma engenharia.  Em seguida, no início de novembro, foi a vez da FAU receber o Inovatech, que dessa vez trabalhou assuntos mais voltados para a própria faculdade, que atraíram veteranos a partir do 4 semestre, em sua maioria do público feminino. Foram realizadas palestras e mesas redondas sobre arquitetura humanista e atemporal na Europa, uso de simulação computacional no desempenho do ambiente construído, carreira e desafios do arquiteto empreendedor, desenvolvimento de startups, abismo entre projeto e obra e por fim, sobre os benefícios do trabalho colaborativo.

                Em todos esses eventos, os minicursos de Design Thinking, Canvas e Pitch se somavam à programação mais específica visando motivar para a participação no Desafio inovatech ou mesmo estabelecer uma visão de futuro mais voltada para o empreendedorismo inovador. Todas as programações eram criadas em parceria com as Faculdades e Institutos que recebiam o evento, e para tal, tanto os professores, quanto as empresas juniores e os centros acadêmicos dos cursos eram convidados a participar fazendo do evento não apenas uma ação do CDT/UnB na unidade acadêmica, mas uma parceria para a construção de uma universidade mais inovadora e empreendedora.