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Retrospectiva Desafio Inovatech - Segunda Edição

Conheça o projeto, o tema trabalhado no primeiro semestre de 2017 e as equipes vencedoras

Notícias do Vitrine

O Inovatech, promovido pelo CDT, é uma junção de palestras, minicursos e oficinas sobre inovação, empreendedorismo e novas tecnologias de mercado, direcionadas para alunos de ensino superior, com o objetivo de aproximar esses estudantes da área de pesquisa da universidade. Dentre as inúmeras atividades oferecidas, talvez a que mais se destaque, por ser o momento mais prático do evento, é o Desafio Inovatech, no qual os universitários se juntam em equipes, independente de instituição ou curso, e apresentam soluções para problemas pré-definidos pela banca avaliadora. No primeiro semestre de 2017, o evento estava em sua segunda edição e aconteceu entre os dias 24 de abril e 8 de junho, contemplando os 4 campi da Universidade de Brasília. Ceilândia (FCE) abriu o evento, que ocorreu lá nos dias 24 e 25 de abril. Em seguida, foi na unidade de Planaltina (FUP) nos dias 2, 3 e 4 do mês de maio e depois no Plano piloto (FT) desde 10 até 12 do mesmo mês. A seguir, foi a vez do campus do Gama (FGA) também em maio, dias 24 ao 26. E para encerrar as atividades, o Instituto de ciências exatas (IE) recebeu os palestrantes e oficinas em dois dias, 7 e 8 de junho.

                Cada unidade realizou seus exercícios separadamente, mas o desafio foi geral. Ele teve como tema impasses sentidos pelas empresas Ambev e Brasal – patrocinadoras do Desafio - em seu cotidiano, tais como: desperdício, com enfoque no vencimento de produtos, big data, saúde e segurança no trabalho, inventário de estoque e a questão da sede, numa busca por alternativas à água, refrigerantes e outros produtos atuais. Outro fator que contribuiu para escolha desses assuntos foi a universalidade, uma vez que afetam todas as empresas ao redor do mundo e a humanidade como um todo. Os interessados tiveram a data final de 21 de junho para entregar um vídeo por e-mail,  sobre o tema selecionado e desenvolver sua resolução da maneira mais criativa e didática possível, mantendo a coerência com a realidade. E os grupos deveriam ter de dois a cinco integrantes para poderem ser considerados válidos para o desafio.

                O tempo de prateleira dos produtos alimentícios está ficando cada vez maior, devido à quantidade de conservantes que a indústria aplica nos alimentos, mas a situação é um impasse para as empresas, uma vez que alimentos não perecíveis ainda são impensáveis. Esse fato gera uma grande dicotomia no contexto do mercado, pois, por um lado, as empresas buscam lucratividade, o que implica em não perder venda de nenhum produto, mesmo estando próximos do vencimento, o que é atacado pela prática de promoções – sem falar de práticas antiéticas que por vezes são noticiadas, como as alterações de etiquetas de validade dos produtos. Por outro lado, na maioria dessas situações, o resultado desejado não é atingido, já que a procura é sempre pelos produtos mais recentes das prateleiras.

                                Já sobre Big data, muitos nunca nem ouviram falar esse termo, que designa o armazenamento de uma ampla quantidade de dados. A grande dificuldade enfrentada no uso desse recurso é o grau de segurança das informações expostas e como elas serão usadas por terceiros. Por exemplo, uma utilidade bacana é a otimização da relação empresa - consumidor, com o objetivo de alavancar vendas a partir do aprofundamento das necessidades do público-alvo. Porém, algumas situações tornam muito questionável esse mecanismo, como por exemplo a eleição do atual presidente norte-americano Donald Trump, que se beneficiou de dados coletados por empresas e personalizou indevidamente sua campanha, como relatado por Mikael Krogerus e Hannes Grassegger no artigo 'Big Data: Toda democracia será manipulada?' (http://outraspalavras.net/posts/big-data-toda-democracia-sera-manipulada/)

                Outro tema do desafio é inventário de estoque, ou seja, anotações sobre transações realizadas com a mercadoria e lote, assim como o espaço físico onde serão depositadas antes das vendas. O armazenamento de mercadorias é um contratempo e dor de cabeça pra empresas que precisam poupar dinheiro do aluguel do local de reserva e também para as abonadas, que buscam impactar menos o meio ambiente, com diminuição de emissões de gases poluentes decorrentes de processos químicos, que aumentam quanto maior for a extensão de depósito usada. Além disso, há outros transtornos passíveis, como a superprodução, isto é, erros de cálculo que fazem com que a empresa gere bens em quantidade maior do que o volume de vendas, causando um déficit final na entrada de capital. Inclusive, essa foi a causa da crise mundial de 1929, conhecida como Quebra da bolsa de Nova York.

                O último tópico, e talvez o de maior relevância, são as novas formas de saciar a sede, no qual os estudantes deveriam encontrar alternativas cabíveis, como outros líquidos que sejam saudáveis e gerem saciedade. A pesquisa é necessária, porque para manter a homeostase, ou seja, equilíbrio e bom funcionamento do corpo humano, além de realizar a manutenção da vida de todas as outras criaturas viventes, a água é fundamental. No entanto,  esse recurso é finito e seu percentual potável está muito próximo do esgotamento. Logo, se faz necessário, principalmente para as futuras gerações, encontrar um líquido que desempenhe funções semelhantes as desse fluido essencial para os organismos vivos. Também é importante levar em consideração o modo como serão encapsulados ou embalados, visando o baixo impacto ambiental e sem recorrer, necessariamente, a bebidas energéticas.

                 Após avaliados os conteúdos entregues e pesados com notas de 1 a 10 nos critérios de inovação, viabilidade, sinergia e qualidade da solução, o pódio foi declarado. Em terceiro lugar, com prêmio em dinheiro no valor de R$500,00, ficou o grupo Sharktec, que trouxe soluções para “Segurança e Saúde no trabalho” e “Big Data”. Para o primeiro problema sugeriram a criação do centro de convivência e descanso dentro das instituições, para os colaborados poderem descontrair e recuperar as energias, assim como contratação de psicólogos a disposição dos funcionários. No caso do Big data, eles dividiram a análise em três áreas: vendas, produção e distribuição e logística. Dentro da área de vendas, a proposta é concentrar os produtos mais populares de cada região e focar na publicidade dos mesmos, diminuindo os gastos em produtos menos vendidos. A produção adotará os dados para promoção dos colaboradores mais eficientes e premiação das fábricas com maior produtividade. E por fim, na parte de distribuição e logística, os dados demonstrarão as equipes com maior eficiência e servirão de exemplo, otimizando a distribuição dos artefatos mais vendidos por cada região, tentando manufaturá-los o mais próximo possível do destino final.

                O grupo que ganhou medalha de prata foi Barlavento, que desenvolveu o tema “Segurança e Saúde no trabalho”, sugerindo a confecção de cartazes motivadores com fotos dos familiares dos servidores e um aplicativo de gameficação, no qual serão rankeadas as equipes mais produtivas e que adotarem os equipamentos de segurança, além de promover campeonatos entre elas para gerar um maior vínculo pessoal. E o primeiríssimo lugar foi ocupado pela equipe Labee, que embolsou a quantia de R$1500,00 e mostrou uma boa saída para saciar a sede e ainda realizar a manutenção da vida das abelhas, com a adoção de um suco natural composto de acerola, maracujá e hortelã. A bebida tem como principais insumos, duas frutas com flores extremamente atraentes às abelhas, o que também propiciaria pequenos apicultores, necessários para cuidados específicos dos insetos, contratação no mercado formal de trabalho.